Home
Contato
Noticias
Corretores
Contrato Coletivo
Planos
Ultimas Noticias da Saúde
Diretriz da Medial é ter rede própria em todas as praças

por Cylene Souza

29/09/2008

O presidente da operadora, Emilio Carazzai defende que oposição ao modelo verticalizado é pensamento perdedor

A verticalização ainda é tema controverso entre operadoras de planos de saúde e hospitais, mas as medicinas de grupo têm demonstrado que o modelo veio para ficar. Na Medial Saúde a diretriz é continuar adquirindo ou construindo hospitais, centros médicos e de medicina diagnóstica. Em entrevista ao portal Saúde Business Web, o presidente do grupo, Emílio Carazzai, também fala de mercado, planos individuais e sobre a perspectiva de fusão com outra grande operadora: a Amil.

Saúde Business Web: O modelo de verticalização ainda encontra forte resistência entre os hospitais privados, que defendem até mesmo uma regulação específica para coibir a prática entre as operadoras. Qual é sua visão sobre o assunto?

Emílio Carazzai: Quem se opõe à verticalização defende um modelo perdedor. É preciso focar no que é melhor para o beneficiário. Se o modelo verticalizado entrega um serviço de boa qualidade ao menor preço, então é vencedor. Se opor com regulamento é introduzir a ineficiência por decreto. Isso não é lógico para o consumidor. A tendência é que aconteça a mesma coisa que aconteceu com os planos individuais: a regulação ostensivamente ineficiente inibiu a atuação neste mercado e foram criadas formas disfarçadas de contornar esta ineficiência, como os planos por adesão e os coletivos.

SBW: E o que torna a verticalização tão atraente para as operadoras?

Carazzai: A vantagem é que o modelo se sustenta por oferta e por demanda. A seguradora é sustentada só pela demanda e o hospital, só pela oferta. Os hospitais de operadoras conseguem um nível ótimo de ocupação e reduzem o custo agregado. Depois da lei 9656/98, as operadoras precisaram se aperfeiçoar com o que é mais atraente e vantajoso para o beneficiário. A Medial vai continuar adquirindo hospitais e vai instalar competências para também gerir ativos de terceiros.

SBW: E qual será o espaço de mercado para a rede credenciada?

Carazzai: A rigor, existem dois mercados e dois públicos. Um compra conveniência e é mais sensível a preço, por isso compra o plano básico e é atendido na rede referenciada. O outro quer a livre escolha e é menos sensível a preço, por isso conta com a rede credenciada. Os prestadores de serviços farão parte deste pacote de livre escolha.

SBW: A Medial vem expandindo sua atuação para outras praças. Em todas será adotado o modelo verticalizado?

Carazzai: Esta é nossa diretriz estratégica e é desejável ter rede própria em todas as cidades que atuamos. O modelo verticalizado da Medial é replicável e escalável. No caso da compra do Grupo Saúde, em Pernambuco, adquirimos uma empresa com o mesmo DNA, que é a verticalização. A tendência é mantermos a marca e expandirmos a atuação no Nordeste, mencionando que o Grupo é uma empresa da Medial.

SBW: E nos outros casos? Será mantida a marca adquirida ou a tendência é que todas as unidades hospitalares façam parte da Rede Alvorada e as de diagnósticos, da UN Diagnósticos?

Carazzai: Em São Paulo, os hospitais adquiridos que ainda não são Alvorada estão recebendo investimentos para atingir o padrão e depois serão rebatizados. O Itacolomy Butantã, por exemplo, receberá investimentos de R$ 40 milhões e se tornará Alvorada Butantã. O novo hospital na avenida Brigadeiro Luis Antonio será o Alvorada Paulista.

SBW: A operadora ainda tem R$ 218,8 milhões para novos investimentos. Onde este valor será aplicado?

Carazzai: Quase metade deste valor fica para as provisões da ANS. Queremos usar este colchão de liquidez com prudência, para gerar valor para o acionista. No caso do Alvorada Paulista, vamos empregar apenas R$ 19 milhões na construção do prédio e aquisição de equipamentos, mas o investimento total será de R$ 134 milhões. O restante será financiado pelo BNDES, via Unibanco, pelos fornecedores de equipamentos e pela incorporadora do terreno, a Agra. Com a incorporadora, fizemos uma permuta com o terreno onde está o Hospital Jaraguá, que será demolido em dois anos.

SBW: Qual é a meta de crescimento no número de beneficiários?

Carazzai: Até 2011, queremos ter 3 milhões de beneficiários, que virão tanto por aquisições, quanto por crescimento orgânico. Avaliamos que o novo portfólio foi bem sucedido e, portanto, a maior parte deste crescimento deverá ser orgânico. As aquisições deverão ser mais regionais, já que a possibilidade de uma grande aquisição nacional é exígua, quase inexistente.

SBW: Na contramão das outras grandes operadoras, a Medial continuou apostando no segmento de planos individuais, lançando até mesmo um produto exclusivo para torcedores do Corinthians. Este mercado continua atraente?

Carazzai: Concluímos que com precaução e a precificação adequada, trabalhar com planos individuais representa um risco aceitável. Se a regulação fosse menos draconiana e populista, seria possível avançar ainda mais e aliviar o sistema público de saúde. No Nordeste, há mais de 500 mil pessoas nos planos individuais, que hoje estão mais bem cobertas do que estavam no sistema público. O plano de saúde é aspiracional, é um desejo e um serviço de primeira necessidade para as famílias. Mas para manter o equilíbrio atuarial, não avançamos na intensividade e extensividade que gostaríamos. Nossa atuação neste segmento é restrita e prudente.

SBW: Recentemente, surgiram especulações sobre uma possível compra da Medial pela Amil. Como a companhia avalia esta possibilidade?

Carazzai: A Medial se posiciona como compradora e tem fontes de financiamento para adquirir qualquer outra operadora, desde que o valor econômico seja adequado e se consiga agregar valor para o acionista. Claro, do outro lado, deve haver o interesse em vender. Há um ditado em inglês que diz: ‘It takes two to tango'. Se a própria Amil se dispuser à venda, conseguimos financiamento instantâneo para adquiri-la. Teoricamente, qualquer grande operadora que se fundisse com outra geraria valor para os acionistas, se outros elementos estivessem presentes: cultura, adequação, governança e modelos de negócios parecidos. Eles são essenciais para completar o processo.

SBW: O que poderia alterar este cenário da teoria para a prática? O que é necessário para viabilizar uma aquisição?

Carazzai: Em outros setores, como o bancário, também existem eventuais aquisições óbvias, mas que, independente do valor que podem gerar, não acontecem. A questão de "quem vai dirigir e quem vai ficar no banco de trás" não é trivial. Quando se está ganhando dinheiro, fica-se menos sensível a estas propostas. A Medial também tem uma lista grande de aquisições, mas muitas empresas não se põem à venda porque não querem ficar com a liquidez em casa. O que vai alterar o interesse é a percepção do risco, porque uma coisa é a liquidez hoje, outra é no futuro. A avaliação do valor muda progressivamente. O mercado é darwiniano, sobrevive quem é mais rápido.

Referência: http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=51725

 


Plano Mestre - ANS: 39.400-9

Medicol - 30.923-1
 
 
PARCEIROS
F1 na Web

Home
Contato
Noticias
Corretores
Contrato Coletivo
Planos