20/10/2008 - 13h03
da Agência Brasil
da Folha Online
Uma mulher de 39 anos foi a primeira beneficiada com a doação dos órgãos feita pela família de Eloá Cristina Pimentel, 15, que morreu baleada após passar cem horas refém do ex-namorado em Santo André (Grande São Paulo).
Segundo o Hospital da Beneficência Portuguesa, a paciente aguardava um coração há um ano e meio, quando recebeu o diagnóstico que o transplante era a única solução para resolver um problema de cardiopatia congênita.
Médicos transportam órgãos de Eloá para doação; menina foi baleada após ficar cem horas refém do ex-namorado
O órgão chegou ao hospital às 5h15 desta segunda-feira.
De acordo com a Secretaria da Saúde, rins e pâncreas foram enviados para o mesmo hospital e devem ser transplantados em um único paciente.
Ainda segundo a secretaria, os pulmões da garota foram enviados ao Incor (Instituto do Coração) e o fígado, à Santa Casa de São Paulo. As córneas ainda não têm destino definido.
O corpo de Eloá será velado na tarde desta segunda no cemitério Jardim Santo André. O enterro está marcado para a manhã de terça (21), mas pode ser antecipado por decisão da família. |